REPORTAGEM 22 B-RURAL SUMMIT REÚNE DECISORES POLÍTICOS, PRODUTORES, ACADÉMICOS, GESTORES, JOVENS E SOCIEDADE CIVIL Este que é o primeiro estudo da CONSULAI (que prepara um segundo, sobre energia, cujo lançamento terá lugar ainda este ano), propõe um conjunto de O B-Rural, projeto da CONSULAI cofinanciado pela Comissão Europeia, entra na segunda fase em 2026 para promover o diálogo entre produtores agrícolas e florestais e consumidores urbanos, dando visibilidade a um setor que gera mais de 9,4 mil milhões de euros de VAB, que representa mais de 12% das exportações nacionais e que emprega mais de 456 mil pessoas. A empresa de consultoria em agribusiness volta a apostar no hub nacional para valorizar o setor agroflorestal e aproximar o mundo rural do urbano. O arranque desta segunda fase do B-Rural, “uma iniciativa emblemática que pretende aproximar produtores e consumidores urbanos e estimular um debate mais alargado na sociedade civil sobre o papel estratégico da agricultura e da floresta no desenvolvimento do país”, tem o seu ponto alto em junho, com a realização do B-Rural Summit, que irá reunir em Lisboa decisores políticos, produtores, académicos, gestores, jovens e sociedade civil. De acordo com Rui Almeida, diretor operacional da CONSULAI ,“o B-Rural nasce da necessidade de aproximar quem produz de quem consome. Queremos criar mais conhecimento sobre o setor agrícola e florestal na sociedade, valorizar o trabalho dos produtores e promover um diálogo construtivo com os consumidores”. Um desafio essencial, “num país onde cerca de dois terços da população vivem em áreas urbanas”. A iniciativa, que decorre até agosto de 2026, pretende reforçar a compreensão sobre o impacto económico e territorial do setor agroflorestal, bem como o seu contributo para a segurança alimentar, a gestão sustentável dos recursos naturais e a mitigação das alterações climáticas. O B-Rural conta com o apoio de várias associações representativas do setor agrícola e florestal, entre as quais a ALPORC, a ANPOC, a ANPROMIS, a ANSEME, a APOSOLO, a CAP, a CONFAGRI, a CropLife Portugal, a FNOP, a OLIVUM, a Portugal Fresh e a Portugal Nuts. recomendações que refletem respostas para os desafios do setor agrícola, numa atuação articulada entre empresas, políticas públicas e ecossistema setorial: ao nível empresarial, é prioritário investir na qualificação da mão-de-obra, no planeamento estratégico e na adoção de soluções de automação e segurança, valorizando simultaneamente os trabalhadores. No plano público, torna-se fundamental assegurar políticas migratórias estáveis e previsíveis, reforçar a formação técnica e digital, promover a renovação segura do parque de máquinas e adaptar as políticas às especificidades regionais. Em complemento, a coordenação entre associações, prestadores de serviços e instituições de ensino, através de iniciativas como plataformas de gestão de mão-de-obra, serviços tecnológicos estruturados, conteúdos formativos acessíveis e sistemas de certificação, será decisiva para aumentar a eficiência, organização e qualificação do setor. n
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