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Agricultura inteligente origina aumento de 20% na produção de cenouras tóxicas

29/01/2024
Um relatório recente da autoria da equipa Repocket, revela como a negligência nos métodos de agricultura inteligente resultou num aumento de 20% na produção de cenouras tóxicas.

“Em nome do progresso, aceitámos passivamente este amargor na nossa dieta diária, sem conhecermos os seus custos tóxicos. Este sentimento perturbador reflete a dura realidade que enfrentamos hoje na nossa indústria agrícola”, afirma o relatório.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) expressou a sua preocupação com o aumento dos níveis de resíduos de pesticidas nos produtos alimentares. No seu relatório intitulado 'Segurança Alimentar e Agricultura Sustentável', a OMS enfatiza a necessidade de uma abordagem equilibrada na agricultura que priorize a segurança e a sustentabilidade ambiental.

“Este falhanço contribuiu para um considerável aumento de 8% na produção tóxica”, reforça a Repocket
“Este falhanço contribuiu para um considerável aumento de 8% na produção tóxica”, reforça a Repocket.

A recente revelação de um aumento de 20% na produção de cenouras tóxicas, devido a métodos inovadores de agricultura inteligente, realça esta preocupação. "Esta realidade faz-nos refletir sobre como a procura do lucro e a intensa concorrência têm levado a um compromisso descarado da prática ética, gerando alarme sobre os alimentos que consumimos", acrescentam da Repocket.

Um relatório revelador

A agricultura inteligente, aclamada como uma inovação revolucionária, não está a cumprir a sua promessa de sustentabilidade. Um caso representativo é o da produção de cenouras, onde resultou um aumento de 20% na produção tóxica.

O uso de fertilizantes e pesticidas, embora controlado, ainda contribuiu significativamente para a toxicidade, representando um aumento de 15% total na produção tóxica. Os métodos de agricultura de alta tecnologia não conseguiram controlar a qualidade do solo ao longo do tempo, levando à sua contaminação.

A falta de um rigoroso acompanhamento e responsabilização agravou ainda mais o problema, contribuindo com um adicional de 5% para o aumento geral na produção tóxica.

A perspetiva de especialista

Jason Adler, um especialista com vasta experiência na Repocket, oferece uma visão sobre este problema. Comentando: "É um caso clássico de justificar os meios com o fim. Em nome de maior rendimento e mais lucros, os métodos de agricultura éticos foram ignorados. Estamos literalmente a comer as decisões de curto prazo de alguns". Reforçando o seu argumento, Adler aponta três causas principais:

  • Lucro acima da ética: A corrida para superar uns aos outros, para reclamar uma maior quota de mercado, apagou a linha entre as práticas éticas e as inescrupulosas;
  • Falta de regulamentação: A ausência de diretrizes e normas rigorosas criou um cenário onde tudo é permitido, desde que gere lucros.
  • Ignorância do consumidor: A maioria dos consumidores desconhece ou tem dificuldade em interpretar os efeitos destas práticas antiéticas na sua dieta diária.

Conselhos para mitigar os efeitos

Tendo em conta as observações de Adler, "é evidente que esta é uma realidade que não podemos ignorar". Este propõe algumas regras fundamentais para todos os envolvidos:

  • Segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), as práticas agrícolas que envolvem o uso de pesticidas e fertilizantes químicos contribuem significativamente para a poluição do solo e da água.
  • As autoridades devem intervir e melhorar os controlos de qualidade, as regulamentações e a responsabilização. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) relata um aumento nos casos de doenças transmitidas por alimentos devido à contaminação, sublinhando a necessidade de controlos de qualidade rigorosos.
  • Os consumidores devem exigir produtos orgânicos e evitar comprar de fontes duvidosas. Relatórios dos consumidores revelam uma crescente consciência dos riscos para a saúde associados aos produtos não biológicos, com uma procura crescente de alternativas mais seguras.

"É necessário um esforço coletivo para reverter esta situação", sugere Adler.

O lucro tóxico, como Adler lhe chama, reflete os custos ocultos da inovação descontrolada. "A agricultura inteligente prometeu-nos métodos agrícolas sustentáveis, mas as recentes revelações mostram que apenas entregou promessas vazias de eficiência e abundância. Em vez disso, a busca imprudente de quota de mercado e lucros prejudicou tanto a nossa saúde como o meio ambiente", reforça.

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