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Solo do olival está a emergir como um grande aliado contra as alterações climáticas

Tierras/Interempresas19/04/2021
A tese de doutoramento de Manuel González, investigador da Universidade de Córdova (UCO), demonstra a capacidade das coberturas vegetais para sequestrar o carbono da atmosfera e reduzir a emissão de gases com efeito de estufa.
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Manuel González Rosado, investigador do Departamento de Química Agrícola, Ciência dos Solos e Microbiologia da Universidade de Córdoba, num olival com o qual trabalha, no âmbito do projeto europeu 'Diverfarming'.

Foi demonstrado que o solo é um dos maiores reservatórios de carbono nos ecossistemas terrestres, uma vez que, no processo de sequestro de CO2, contribui grandemente para a redução dos gases com efeito de estufa.

A tese de doutoramento do investigador do Departamento de Química Agrícola, Ciência dos Solos e Microbiologia da Universidade de Córdoba, que trabalha no âmbito do projeto europeu ‘Diverfarming Manuel González Rosado’, baseou-se nesta premissa.

O doutorado em Ciência dos Solos e Química Agrícola explica que o solo do olival mediterrânico tem uma enorme capacidade de sequestrar carbono porque, durante muitos anos, foram utilizadas más práticas que levaram à perda de CO2, tais como a lavoura convencional ou a ausência de lavoura baseada em herbicidas.

Isto significa que foi encontrado muito pouco carbono estabilizado no solo nas parcelas em Jaén onde o estudo foi realizado, pelo que existe atualmente uma grande capacidade de armazenamento nesta área.

“São solos que têm grande potencial, porque há muita disponibilidade de armazenamento, o que dá a oportunidade de sequestrar o carbono e fazê-lo permanecer, com práticas agrícolas adequadas”, explica Gonzalez.

Entre os vários casos que ajudam ao sequestro de carbono está a introdução de coberturas vegetais entre os olivais que, além disso, evitam a erosão do solo, algo que é apontado como um dos principais problemas dos olivais da Andaluzia, no país vizinho.

O investigador da UCO explica que, anualmente, são perdidas nestas culturas quantidades superiores a 10 toneladas de solo por hectare por ano, especialmente elevadas quando são aplicadas práticas sem lavoura e solo descoberto com herbicidas. “Isto poderia ser invertido com a implementação de coberturas, uma vez que a erosão poderia ser grandemente reduzida”, acrescenta Gonzalez.

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