O consumo de madeira de pinho em Portugal em 2021 foi de 4,1 milhões de m3 sem casca.
O Centro Pinus estima que o défice estrutural de madeira, isto é, a quantidade disponível para corte na floresta, continuou a representar 57% do consumo industrial em 2021. Esta escassez deve-se, sobretudo, ao declínio dos recursos florestais, mais evidente para o pinheiro-bravo, espécie em que o volume em crescimento registou um decréscimo de 37% entre 2005 e 2019.
Este contexto obrigou à importação de madeira pelos atores da fileira. No universo de associados do Centro Pinus, 26,7% da madeira de pinho foi importada.
Este défice estrutural de madeira, associado à conjuntura económica decorrente da pandemia, tornou-se especialmente notório no segundo semestre de 2021, com muitas empresas da Fileira a enfrentarem grande dificuldade de abastecimento para manterem a atividade.
A incorporação crescente de reciclados como matéria-prima é uma dinâmica de economia circular que contribui para atenuar o efeito do défice de madeira nos setores de painéis e papel de embalagem. Em 2021 verificou-se um aumento de 19% do consumo de resíduos de madeira e de 2% no papel e cartão reciclados por empresas da fileira do Pinho.
O Centro Pinus considera muito preocupante que o setor energético tenha representado cerca de 1/4 do consumo nacional da madeira, numa clara inversão do princípio de uso em cascata, em que a queima deve ser a última e não a primeira utilização.
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