Chaparro Agrícola e Industrial, S.L.
Informação profissional para a agricultura portuguesa

Oídio na cultura da vinha

Ascenza25/07/2022

A vinha (Vitis vinifera L.) é uma das principais culturas agrícolas em Portugal. O Oídio da videira, causado pelo Erysiphe necator ocorre em todo o mundo e é uma das principais doenças criptogâmicas da cultura.

Entre as variedades de uva mais utilizadas no nosso País, existem umas mais suscetíveis ao fungo que outras, sendo uma das menos tolerantes a variedade Carignan, uma casta tinta de origem francesa.

Das variedades nacionais, as mais suscetíveis são no caso das tintas, Aragonez (Tinta Roriz), Castelão e Tinta Barroca. Nas variedades brancas temos como menos tolerantes a casta Alvarinho, Antão Vaz, Bical e Fernão Pires (Maria Gomes).

Ciclo biológico

O fungo causador do oídio conserva-se de um ano para o outro, principalmente sob a forma de filamentos miceliais entre as escamas dos gomos e ainda que menos vezes, sob a forma de peritecas, na face inferior das folhas ou nos sarmentos. O fungo desenvolve um micélio sobre os tecidos verdes (folhas, pâmpanos e cachos) e penetra nas células epidérmicas através dos haustórios que absorvem os nutrientes das células.

Vamos ver como é que tudo acontece:
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O oídio multiplica-se assexuadamente, esporulando em conidióforos com dois a dez conídios dispostos em cadeia, que se soltam e são levados pela ação do vento, infetando outros órgãos verdes da planta, se as condições climáticas forem favoráveis. No fim do verão ocorre a fase sexuada do fungo, formando-se as cleistotecas nas varas, folhas e bagos.

Na primavera, quando as condições climáticas são favoráveis, o fungo inicia o seu desenvolvimento, dando origem às infeções primárias. Estas infeções primárias podem ser provenientes da forma assexuada, isto é, do micélio hibernante nos gomos.

Quais os estados fenológicos mais sensíveis ao oídio?

Consideram-se os estados fenológicos mais suscetíveis ao oídio, o estado BBCH 51 - cachos visíveis e BBCH 55 a 81 - da pré-floração ao pintor.

Quais as condições favoráveis ao desenvolvimento do fungo?

Os fatores preponderantes para o desenvolvimento do fungo são a temperatura e a humidade relativa. Quando a temperatura se encontra entre os 25-28°C e a humidade relativa atinge 30-40%, estão criadas as condições ideais para o desenvolvimento do fungo. No caso da humidade relativa ultrapassar os 90%, o desenvolvimento do fungo é muito maior, podendo mesmo duplicar.

Ao contrário do míldio, não é necessária a ocorrência de precipitação para desenvolvimento dos conídios, pelo contrário, a presença da chuva pode inclusive lavar e impedi-los de germinar.

A luz direta é inconveniente, sendo que o oídio é favorecido nas zonas de deficiente arejamento e onde é difícil a entrada de luz.

Sintomas

O fungo pode atacar qualquer órgão verde da planta e a gravidade do ataque depende do momento em que acontece a infeção. Na Primavera, começa na fase de abrolhamento, com o desenvolvimento dos filamentos do fungo contidos nos gomos a contaminarem os órgãos verdes. Observa-se então um leve frisado nos bordos das folhas e a formação de manchas espalhadas de tom cinzento pálido. Ao longo do ciclo vegetativo, o aspeto encarquilhado e entumescido das folhas acentua-se, os bordos levantam-se e encarquilham em forma de “telha”, enquanto uma poeira cinzenta esbranquiçada invade todo o limbo. Nos sarmentos forma-se a mesma poeira acizentada. As flores podem igualmente ser contaminadas e depois secar e cair. Os bagos, por seu lado, cobrem-se de poeira esbranquiçada, a película endurece, fendilha e acaba por estalar. No outono e durante o inverno, podem observar-se manchas escuras nas varas.

Por outro lado, os ataques localizados de Oídio, para além de potenciar o aparecimento de podridão cinzenta, causada pelo fungo Botrytis cinerea, são responsáveis por desencadear uma diminuição importante, quer do potencial produtivo, pela perda de peso e rendimento, devido à percentagem de bagos mais pequenos e redução do seu número por cacho (Calonnec et al, 2001; Gadoury et al, 2001), quer um efeito depressivo no potencial qualitativo dos vinhos, na acumulação de açúcar, na acidez e na intensidade da cor (Collet, 1999; Gadoury et al, 2001).

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Da esquerda para a direita: foto 1 - aspeto de folhas com oídio; foto 2 - Aspeto de sarmento com oídio; foto 3 - aspeto de cacho com oídio.

Soluções ASCENZA

A Ascenza possui no seu portfolio um conjunto de soluções para o controlo do oídio, entre elas:

  • Douro/Ksar Vitis.

Estas soluções integram uma estratégia concebida para um controlo eficaz e duradouro do oídio.

  • DOURO é um fungicida sistémico à base de penconazol com ação preventiva e curativa. Apresenta ação anti-esporulante, mantendo-se biologicamente ativo cerca de 12 a 14 dias, durante os quais promove uma proteção eficaz de folhas e cachos.
  • KSAR VITIS é um fungicida sistémico com movimento translaminar, composto por cresoxime-metilo e penconazol. Tem a capacidade de se redistribuir na fase vapor, garantindo uma maior cobertura dos tecidos vegetais. Penetra depois no seu interior onde evidencia um marcado movimento translaminar e sistémico. Estas caraterísticas permitem que o produto se desloque para a página inferior da folha e que fiquem, também, protegidos os novos tecidos formados após a aplicação.
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