Chaparro Agrícola e Industrial, S.L.
Informação profissional para a agricultura portuguesa
Projeto NEP pretende criar procedimentos internacionais que permitam às entidades distinguir produtos com “baixa pegada de azoto”

Vinho NEP contribui para baixar pegada de azoto

22/02/2023

Iniciado no final de 2017, o projeto PDR2020 NEP- High Nitrogen Efficient crop Production for better water management, que reúne oito organizações portuguesas, tem desenvolvido dois novos produtos agrícolas de baixa pegada de azoto (nitrogénio): o tomate indústria e a uva para a produção de vinho.

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Da responsabilidade do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa (ISA), o projeto intervém nas regiões de Viseu, Évora e Montemor-o-Novo (uva), bem como Benavente, Azambuja e Salvaterra de Magos (tomate indústria).

O azoto constitui 78% do ar que respiramos, como gás inerte não reativo. Mas só os compostos reativos é que podem ser absorvidos pelas plantas. Como também se perdem para o ambiente, há que encontrar soluções inovadoras para produzir uva e tomate com a menor pegada de azoto possível. Ao mesmo tempo, há que criar um efeito demonstrador, na organização das práticas agrícolas, que vise a utilização do azoto num compromisso entre a produtividade e a sustentabilidade ambiental.

Produção agrícola de baixa pegada de azoto

Através do projeto NEP, a produção agrícola de baixa pegada de azoto será uma aposta para a resolução do problema do excesso deste nutriente, o que abre a oportunidade para criar novos produtos na ótica da uva e do tomate.
Em Portugal, é importante garantir a qualidade da água, do solo e da atmosfera e a mitigação das perdas de azoto das práticas agrícolas convencionais. Durante o projeto NEP, está a desenvolver-se uma ferramenta de cálculo da pegada de azoto para estes dois produtos agrícolas.
“Desde o início do século XX que a produção industrial de adubos minerais azotados permitiu alimentar a população mundial. No entanto, essa produção tem causado mudanças sem precedentes no ciclo do azoto, devido à baixa eficiência do seu uso e à acumulação de azoto reativo no ambiente”, diz Cláudia Marques dos Santos, professora do ISA e coordenadora do projeto NEP nesta universidade.
“O excesso de transformação industrial do azoto atmosférico não-reativo, em todos os outros compostos de azoto reativo, ameaça a qualidade do ar, da água e do solo e produz mudanças na biodiversidade e nos ecossistemas. Apesar de, atualmente, o azoto reativo que se perde para o ambiente ter ultrapassado a capacidade de assimilação na natureza, ainda é possível reverter a situação. Este projeto contribui para este objetivo.”
As atividades agropecuárias contribuem para a emissão de amoníaco para a atmosfera, consequentes chuvas ácidas, acidificação dos solos, perda de biodiversidade e o declínio da qualidade da água. Por isso, surge a necessidade de consciencialização - através da criação do conceito de Pegada do Azoto - para que se consiga medir o impacto de cada atividade no enriquecimento do ambiente com azoto reativo.

O Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa (ISA) conduz o projeto NEP em colaboração com sete organizações parceiras beneficiárias, que apoiam na sua execução:

  • Benagro - Cooperativa Agrícola de Benavente
  • CCTI - Centro de Competências para o Tomate Indústria
  • FEA - Fundação Eugénio de Almeida
  • Lusovini Distribuição
  • Reguenguinho - Sociedade Agrícola
  • Sociedade Agro - Pecuária do Vale da Adega

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