Chaparro Agrícola e Industrial, S.L.
Informação profissional para a agricultura portuguesa

Odemira e Aljezur: emigrantes são essenciais à agricultura

16/01/2025
2ª edição do Barómetro AHSA dá voz às empresas e revela que o Nepal lidera as nacionalidades dos trabalhadores estrangeiros no setor, seguido pela Índia e Tailândia.
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Foram revelados os resultados da 2ª edição do Barómetro AHSA. E os dados recolhidos mostram que 83% das empresas agrícolas do sudoeste alentejano considera os imigrantes fundamentais para o sucesso da atividade. Esta é a grande conclusão do estudo, que também aborda os desafios e as oportunidades nos processos de contratação e integração, bem como o impacto das políticas migratórias na evolução do setor.

Os dados da AHSA revelam, detalhadamente, que 73% das empresas já têm mais de metade dos seus postos de trabalho preenchidos por imigrantes, com a maioria (45%) a destacar uma proporção superior a 75%. As principais nacionalidades representadas no sudoeste alentejano incluem trabalhadores do Nepal, mencionados por 86% das empresas, seguidos pelos da Índia (48%) e da Tailândia (41%), refletindo a diversidade e o contributo destas comunidades para o setor.

O estudo aborda ainda a questão do alojamento, com a sua indisponibilidade adequada a ser apontada por 62% dos inquiridos, criando dificuldades na permanência de imigrantes em Portugal (59%). Neste contexto, 42% dos respondentes identificam os processos de licenciamento como um desafio, enquanto 21% acrescentam os elevados custos de investimento e arrendamento como questões a considerar.

Estes fatores têm levado as empresas agrícolas a adotar uma abordagem cada vez mais proativa e interventiva na procura de soluções. Nesse sentido, o Barómetro AHSA destaca que a maioria das empresas (35%) já investiu, pelo menos, até 50.000 euros em soluções habitacionais para os seus trabalhadores migrantes. Sublinhe-se, ainda, que mais de 20% dos inquiridos revelaram investimentos superiores a um milhão de euros, em habitação para os colaboradores em questão, refletindo o compromisso significativo em garantir condições adequadas e sustentáveis.

O barómetro refere ainda que o principal dissuasor à contratação de mão de obra nacional na agricultura assenta no desinteresse generalizado pela atividade, apontado por 83% dos respondentes, seguido do envelhecimento da população local (28%) e da falta de qualificação (21%)

Além disso o estudo aponta que os efeitos das políticas públicas na gestão da mão de obra agrícola. Neste ponto, as empresas identificam oportunidades de melhoria na Lei da Imigração, com 55% a sugerir a necessidade de maior alinhamento com as exigências do setor agrícola, como por exemplo na proteção dos trabalhadores (48%) ou simplificando a burocracia excessiva (31%).

Paralelamente, a transição do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) para a AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo) revela-se um processo em evolução para as entidades agrícolas. Neste ponto, 7% já reconhecem progressos, refletindo o trabalho contínuo para aprimorar o sistema e melhorar a experiência para todos os envolvidos. Já 48% das empresas indicam que ainda há desafios a serem superados e 45% consideram que a situação se manteve estável.

Os responsáveis agrícolas reuniram, ainda, um conjunto de ações construtivas que o Governo poderia implementar para melhorar as condições de trabalho no setor. Entre as medidas mais sugeridas, destacam-se o reforço da fiscalização das agências de recrutamento (59%), a melhoria das condições de alojamento (45%) e o investimento em formação profissional (34%). Outras propostas incluem a garantia de melhor acesso a serviços de saúde e educação (28%), além do reforço da fiscalização do trabalho (7%).

Apesar de a integração dos trabalhadores imigrantes na comunidade local ainda apresentar desafios adicionais - como barreiras linguísticas (62%) e culturais (69%) -, estas poderão ser superadas através da promoção de iniciativas de lazer e socialização para fortalecer o setor. A sondagem da AHSA destaca, ainda, um indicador de progresso em que apenas 10% dos respondentes identificam a discriminação como fator de exclusão, refletindo um ambiente promissor de convivência e abertura junto da comunidade geral.

Luís Mesquita Dias, presidente da AHSA, sublinha a relevância dos dados: “Os trabalhadores imigrantes são, hoje, um pilar essencial da agricultura no sudoeste alentejano, evidenciando a necessidade de políticas públicas mais alinhadas com as exigências do setor. Este Barómetro destaca a oportunidade de melhorar as condições de integração e de garantir processos de recrutamento justos e transparentes, beneficiando tanto os trabalhadores como as empresas e promovendo a harmonização do setor.”

 

Nota: os dados surgem como resultado da segunda edição do Barómetro AHSA, composto por mais de 40 empresas hortofrutícolas portuguesas da região do Sudoeste alentejano. O período de auscultação desta edição decorreu entre 31 de outubro e 27 de novembro de 2024 e obteve uma taxa de resposta de mais de 70%.

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