Em Portugal as ações-piloto incidirão sobre o território da Comunidade Intermunicipal do Oeste
O projeto AgriTech, financiado pelo programa Interreg SUDOE 2021–2027, reúne mais de vinte entidades de Portugal, Espanha e França com o objetivo de acelerar a digitalização das pequenas explorações agrícolas através da implementação de estratégias personalizadas.
Uma das principais tarefas conjuntas consiste na realização de seis ações-piloto em diferentes regiões abrangidas pelo projeto, que serão desenvolvidas com base na metodologia AgriDemoLab. Esta abordagem inclui, entre outras atividades, o diagnóstico do grau de digitalização em cada território, o desenvolvimento de demonstrações em explorações agrícolas, a identificação de casos de sucesso, a transferência de conhecimento e a edição de um guia para apoiar o desenvolvimento de estratégias de transformação digital. O guia será publicado com o propósito de facilitar os processos de mudança, que ainda se encontram numa fase inicial em muitas explorações agrícolas.
Com uma duração de três anos (2025–2028), o projeto envolve centros de investigação, associações do setor das TIC, organizações agrícolas e administrações públicas dos três países participantes. O AgriTech (Novas Estratégias para Acelerar a Digitalização das Pequenas Empresas Agrícolas do SUDOE) é coordenado pela Confederação Espanhola de Empresas de Tecnologias da Informação, Comunicações e Eletrónica (CONETIC).
Em Portugal, as ações-piloto incidirão sobre o território da Comunidade Intermunicipal do Oeste. Em Espanha, as ações-piloto serão implementadas em explorações hortícolas na Extremadura, em zonas frutícolas de Granada e Málaga, e em culturas extensivas em Navarra. Em França, as iniciativas decorrerão na Nova Aquitânia, na área abrangida pelas DOP Bordéus e Cognac, e na Occitânia, em territórios representativos da alimentação local, apicultura, fruticultura, pecuária, culturas herbáceas, horticultura e viticultura.
A metodologia AgriDemoLab será aplicada a diferentes tipos de culturas e processos agrícolas, como a gestão da rega e da fertilização, entre outros. O objetivo é fornecer soluções digitais ajustadas às necessidades reais de cada exploração, evidenciando o impacto positivo da sua implementação. O projeto aposta em abordagens personalizadas, que permitam chegar às pequenas explorações agrícolas, oferecendo soluções adaptadas, de custo acessível e com rápida recuperação do investimento, conforme referido na proposta.
O projeto AgriTech pretende melhorar a competitividade das pequenas explorações agrícolas, tornando-as mais eficientes e sustentáveis, através da otimização dos recursos e da aplicação de critérios de sustentabilidade ambiental, económica e social.
Além disso visa tornar a atividade agrícola mais atrativa, promovendo a renovação geracional e a fixação de jovens nas zonas rurais. A digitalização e a tecnificação da agricultura poderão ainda estimular o fluxo de talentos para o meio rural, potenciando o surgimento de empresas inovadoras e novos empreendedores dedicados ao desenvolvimento de soluções digitais para o setor.
A parceria AgriTech integra onze beneficiários principais — seis espanhóis, três franceses e dois portugueses —, bem como nove entidades associadas (seis espanholas e três francesas). Trata-se de um consórcio transnacional e multidisciplinar, que reúne agências públicas, organismos de investigação, associações empresariais de TIC, organizações profissionais agrícolas, clusters e entidades de inovação social.
Em Portugal participam como beneficiários o Instituto Politécnico de Leiria e o SFCOLAB – Laboratório Colaborativo para a Inovação Digital na Agricultura.
Entre os principais beneficiários espanhóis encontram-se, além da CONETIC, o Instituto Navarro de Tecnología e Infraestructuras Agroalimentarias (INITIA), o Centro de Investigaciones Científicas y Tecnológicas de Extremadura (CICYTEX), o Agrupamento Empresarial Inovador do Setor das Tecnologias da Informação e das Comunicações de La Rioja (AERTIC), a Andalucía Marca Digital (AMD) e a ASAJA Málaga. Estas entidades possuem vasta experiência na digitalização do setor agrícola, bem como competências em consultoria, implementação de soluções tecnológicas e formação.
As entidades francesas participantes são a Bordeaux Science Agro (École Nationale Supérieure des Sciences Agronomiques), a Bordeaux-Aquitaine INNOVIN (Associação para o Desenvolvimento da Indústria Vitivinícola da Aquitânia) e a Agropolis International (plataforma que integra organismos de investigação, autoridades locais e organizações profissionais na região da Occitânia).
As entidades colaboradoras incluem associações e empresas da agroindústria local situadas nas diferentes regiões abrangidas pelo projeto.
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Agriterra - Informação profissional para a agricultura portuguesa