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Danos já ultrapassam 10 milhões de euros nas explorações agrícolas e quebras podem atingir 70% da capacidade produtiva

Temporal em Odemira provoca prejuízos milionários e põe em risco produção de pequenos frutos

06/02/2026

A passagem da depressão Kristin por Odemira está a deixar um rasto de destruição nas explorações agrícolas do concelho, com prejuízos provisórios superiores a dez milhões de euros e quebras de até 70% na capacidade produtiva de alguns produtores de pequenos frutos. O setor alerta para impactos na campanha atual, no emprego e nas exportações, e pede o alargamento urgente dos apoios extraordinários do Governo à região.

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Temporal atinge em força explorações agrícolas

A depressão Kristin provocou danos severos em explorações agrícolas do concelho de Odemira, afetando de forma particular a produção de pequenos frutos. Segundo a Lusomorango – Organização de Produtores de Pequenos Frutos, entre os cerca de 40 produtores associados já foram apurados prejuízos diretos provisórios superiores a dez milhões de euros.

Em causa estão sobretudo estufas, infraestruturas agrícolas, sistemas de rega e equipamentos essenciais à produção, cuja destruição está a comprometer entre 50% e 70% da capacidade produtiva de várias explorações. Os números são ainda preliminares e poderão agravar-se, numa altura em que as previsões meteorológicas indicam instabilidade nos próximos dias.

Campanha atual e produção futura sob ameaça

Os produtores alertam que os efeitos do temporal não se limitam às perdas imediatas. A destruição de estruturas produtivas poderá comprometer não apenas a campanha agrícola em curso, mas também ciclos de produção futuros.

“A destruição de infraestruturas compromete colheitas, contratos de exportação e postos de trabalho”, afirma Joel Vasconcelos, CEO da Lusomorango, sublinhando que está em causa “a capacidade produtiva imediata e futura de um setor estratégico para o país”.

Apelo ao alargamento dos apoios do Governo

Perante o cenário, a organização de produtores defende que Odemira deve ser incluída no conjunto de territórios abrangidos pelas medidas extraordinárias de apoio anunciadas pelo Governo para zonas onde foi decretado estado de calamidade.

Sem esse enquadramento, alertam, dezenas de explorações agrícolas e milhares de postos de trabalho poderão ficar em risco, por falta de acesso aos mecanismos de compensação para os estragos provocados pelo temporal. A Lusomorango pede também a abertura da linha de apoio prevista no Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) destinada ao restabelecimento do potencial produtivo.

Peso económico do regadio do Mira

O impacto potencial ultrapassa a dimensão local. De acordo com um estudo da EY-Parthenon, o Perímetro de Rega do Mira gerou, em 2023, 502 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto, mais de 16 mil postos de trabalho e 134 milhões de euros em receita fiscal.

A Lusomorango representa uma parte relevante deste universo, sendo responsável por 17% da produção nacional de pequenos frutos. Em 2024, a fileira exportou 348 milhões de euros, com a organização a responder por cerca de um terço desse valor.

“Não está em causa apenas uma campanha”

Para a direção da organização, o risco vai além das perdas imediatas. “O que está hoje em risco não é apenas uma campanha agrícola, mas a continuidade de uma atividade que assegura emprego, fixa população, produz alimentos e gera valor económico para o país”, sublinha Joel Vasconcelos.

A Lusomorango defende uma resposta “rápida, eficaz e justa”, que inclua todos os produtores afetados pela depressão Kristin nos apoios extraordinários, com processos simplificados e execução célere, para evitar danos considerados potencialmente irreversíveis na capacidade produtiva e no tecido económico da região.

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