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Informação profissional para a agricultura portuguesa

MOSH e MOAH: reduzir o risco de contaminação é possível

02/03/2026

Participar numa feira é mais do que mostrar soluções ou trocar contactos. É uma oportunidade para ouvir o setor e perceber as suas reais preocupações. Foi com esse objetivo que a Paulo C. Barbosa esteve presente na Enotécnica & Olitécnica 2026, entre 21 e 23 de janeiro.

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Nestes dias, o stand tornou-se um espaço de partilha com produtores e técnicos sobre um tema cada vez mais relevante na produção alimentar: a contaminação por MOSH e MOAH e a forma como este risco pode ser minimizado através de boas práticas ao longo da cadeia produtiva.

Quando o problema não é visível

Nas conversas com produtores de vinho e de azeite, destacou-se a dificuldade em identificar a origem do problema.

As contaminações por óleos minerais não são visíveis, não alteram de imediato o aspeto do produto e raramente resultam de um único erro. Podem surgir de um lubrificante inadequado, de pequenas fugas em equipamentos, de excesso de lubrificação, de falhas na manutenção ou de práticas que se foram mantendo ao longo dos anos.

No ritmo intenso das campanhas e dos prazos, estes detalhes passam muitas vezes despercebidos.

Um risco que percorre toda a cadeia

A questão não se limita ao vinho e ao azeite. As contaminações por MOSH e MOAH representam hoje um desafio transversal à indústria alimentar e podem surgir em diferentes fases do processo, do campo ao consumidor final.

Além das más práticas de lubrificação, existem outras potenciais fontes de contaminação, como os gases emitidos por máquinas e veículos agrícolas, processos de limpeza ineficientes, contaminações cruzadas e até certos materiais das embalagens.

Esta variedade de origens torna difícil identificar o momento exato em que a contaminação ocorre, aumentando a incerteza e a preocupação dos produtores.

A crescente atenção das autoridades europeias ao tema, com nova legislação prevista para janeiro de 2027, reforça a necessidade de atuação preventiva.

A tensão no terreno

O setor vive uma tensão silenciosa: mercados e consumidores mais exigentes, maior pressão regulamentar e dúvidas sobre onde intervir sem tornar os processos mais complexos e/ou onerosos.

Na feira, essa preocupação refletiu-se nas questões colocadas e no interesse em soluções práticas para reduzir o risco e proteger o produto.

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A prevenção como resposta

A experiência da Paulo C. Barbosa, especialista em soluções de lubrificação de elevada performance e representante exclusiva da Klüber Lubrication desde 1954, confirma que a prevenção é o caminho mais eficaz.

A utilização de lubrificantes adequados ao setor alimentar, com certificação e enquadramento legal, é um passo essencial na redução do risco de contaminação. No entanto, tão relevante quanto o produto é a forma como cada solução é pensada, aplicada e acompanhada no terreno.

O acompanhamento técnico, a análise de equipamentos, a formação das equipas e a adaptação das soluções à realidade de cada cliente são fatores determinantes para criar rotinas mais seguras e sustentáveis ao longo do tempo.

Responsabilidade e antecipação

A participação na Enotécnica & Olitécnica 2026 reforçou a importância da sensibilização e do apoio técnico contínuo aos produtores.

Num contexto de maior exigência regulamentar e de consumidores atentos, antecipar riscos e agir preventivamente será essencial para garantir segurança, qualidade e confiança.

Mais do que cumprir requisitos legais, trata-se de promover processos consistentes e seguros, onde cada detalhe conta.

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