A Floene, o principal operador nacional de redes de distribuição de gás, e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) formalizaram no dia 2 de março um quadro de colaboração para os próximos dois anos no domínio dos gases renováveis.
A base do entendimento assenta no potencial estratégico do setor agrícola para a produção de biometano – uma energia verde – a partir da valorização de subprodutos e resíduos agrícolas e de efluentes pecuários, promovendo a sustentabilidade ambiental, a circularidade e a diversificação de fontes de rendimento no meio rural.
Gabriel Sousa, CEO da Floene, considera este protocolo de colaboração “a formalização do reconhecimento do setor agrícola como um pilar estratégico para o desenvolvimento dos gases renováveis em Portugal, e a afirmação do biometano como uma solução energética e ambiental”. Para Gabriel Sousa, esta “é uma parceria de futuro e pelo futuro do nosso país”.
Para Luís Mira, secretário-geral da CAP, “este entendimento permitirá aprofundar as muitas sinergias existentes entre o setor agrícola e o setor energético, que a CAP e a Floene têm vindo a valorizar através de uma muito promissora colaboração”.
A Floene e CAP irão partilhar conhecimento técnico, experiências práticas, formação e a identificação de oportunidades concretas de produção de biometano, dinamizando o envolvimento do setor agrícola e dos seus agentes na cadeia de valor dos gases renováveis.
O protocolo prevê igualmente a organização conjunta de seminários e sessões sobre a produção, injeção e utilização de biometano para agricultores, técnicos e outros stakeholders, e a partilha de informação técnica e regulamentar, incluindo boas práticas, com implicações nos dois setores de atividade.
Outro aspeto importante da parceria assenta na organização de visitas a unidades de produção de biometano, bem como no desenvolvimento de conteúdos de comunicação e sensibilização para a promoção do papel do setor agrícola na produção de gases renováveis.
O protocolo assinado é muito mais do que a formalização da colaboração já existente entre a Floene e a CAP, constituindo um impulso decisivo para a concretização do Plano de Ação para o Biometano e das metas claras nele previstas de produção desta energia limpa (substituindo, até 2030, quase 10% do gás natural consumido em Portugal, e cerca de 19% até 2040).
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