Após o sucesso alcançado na edição de 2025, realizada em Úbeda (Jaén), o Congresso Ibérico de Oleicultura desloca-se este ano a Portugal. Mais uma vez, no mês de maio, terá lugar um encontro dirigido a profissionais do mundo do azeite, organizado conjuntamente pela Vilcon e pelo Grupo Interempresas. A cidade escolhida é Beja, epicentro desta cultura, com uma presença significativa de atores protagonistas, e onde um conjunto de reputados especialistas irão debater ‘A adega como novo vetor essencial para a criação de tendências’.
O II Congresso Ibérico de Oleicultura reúne a 20 de maio, no Edificio NERBE/Aebal, em Beja, um conjunto de especialistas nesta temática, para a qual têm muito a contribuir. Após a Inauguração oficial, com a participação de Juan Vilar Hernández, CEO e fundador da Vilcon - Juan Vilar Consultores Estratégicos, especialista internacional em olivicultura, e Ángel Pérez, diretor da Área Agrícola do Grupo Interempresas, o evento integra um conjunto de cinco mesas redondas.
A primeira, intitulada ‘Lagares de vanguarda como centro de geração de rendimento agrícola: escala, inovação e eficiência’, conta já com a presença de José Ramón Segura, CEO da IRADU, engenharia e ambiente, sob a moderação de Juan Vilar Hernández, da Vilcon. Em análise estará o modelo de lagar avançado, intensivo em capital e tecnologia, orientado para a otimização de custos, a maximização do rendimento industrial e a estabilidade dos resultados ao longo de campanhas irregulares.
‘O lagar de grande escala e a valorização de subprodutos como nova área de negócio’ é o mote para a segunda mesa redonda da manhã de trabalhos, que será moderada por Gonçalo Moreira, gestor do Programa de Sustentabilidade do Azeite da OLIVUM, na presença de Adán Carrascosa, diretor comercial da Pieralisi Iberia. A gestão do bagaço, caroço, biomassa e outros coprodutos como eixo de diversificação, a geração de receitas adicionais e a melhoria da sustentabilidade económica e ambiental do lagar serão os temas em debate.
Depois do coffee break, momento de networking entre os especialistas participantes e a audência, terá lugar a terceira mesa redonda, sob a temática ‘A nova ordem do processo de produção de azeite e a elevada exigência cognitiva e experiência requerida aos seus responsáveis’. O painel, que irá refletir sobre a transformação do processo produtivo num sistema complexo que exige perfis altamente qualificados, com capacidade de tomada de decisões em tempo real, conhecimento profundo do processo e visão económica global, será moderado por Rubén Garzón, CEO da Garzón Green Energy e agricultor, e conta com a participação de Luis Alberto Guzmán Espejo, CEO da ANSOTEC.
Segue-se a quarta mesa redonda, intitulada ‘Incidência do modo de cultivo da oliveira na definição, conceção e escala do lagar, e necessidade constante de transformação’, novamente com a moderação de Juan Vilar Hernández e a participação de Pedro Martínez, CEO da IMS. Em causa estará como os sistemas de cultivo (tradicional, intensivo, superintensivo) condicionam a logística, o dimensionamento, a flexibilidade e a evolução contínua dos lagares.
Por último, e sob o mote ‘Impacto da elevada escala produtiva do lagar sobre o operador de mercado. Desafios e estratégias’, a quinta mesa redonda vai analisar o impacto dos grandes volumes de azeite sobre a comercialização, a gestão do risco, a relação com o mercado e as estratégias necessárias para capturar valor em ambientes altamente competitivos. A moderação estará a cargo de Sergio Caño, Sócio profissional e principal da Juan Vilar Consultores Estratégicos.
Consulte AQUI o Programa é provisório do Congresso.
Depois de uma primeira edição que reuniu várias centenas de profissionais, o II Congresso Ibérico de Oleicultura conta, de momento, com três Patrocinadores Platina: a Foss Iberia, fornecedor mundial de instrumentos de análise para as indústrias agroalimentares; a IMS Pesaje - Instalación, mantenimiento y sistemas de pesaje, dedicada ao fabrico e assistência técnica de instrumentos de pesagem; e a Pieralisi Espanha, especialista no fornecimento de soluções de ponta para a separação através da força centrífuga.
São Patrocinadores Premium do Conferência a ANSOTEC, a Cooperativa Ciudad de Jaén e a IRADU. Já a COLIVAL, a Garzon Green Energy Energía Limpia, a Heredad de Monteagudo e a Multiscan Technologies são patrocinadores do evento, que conta ainda com a AEMODA como entidade colaboradora.
O Congresso integrado nas Jornadas Interempresas é coorganizado pela Vilcon - Juan Vilar Consultores Estratégicos e pela OLIVUMSUL. A Revista Almazaras e a Revista Agriterra são Media Partners do evento.
É de salientar que na Península Ibérica existem cerca de 2.219 lagares, dos quais 1.047 têm a forma jurídica de sociedades de economia social e os restantes 1.172 são lagares industriais. Em termos de percentagem de moagem, os primeiros representam 40% da produção e os segundos 60%.
No contexto português, o ano em que se moeu a maior quantidade de azeitonas atingiu 1,1 milhões de toneladas, o pior ano da última década foi de 0,32 milhões de toneladas e a média é de 0,63 milhões - ou seja, se transpusermos para a produção de azeite, em média, 2,7 milhões de quilogramas; no melhor ano, 0,8 milhões de quilogramas; portanto, a diferença é de 1,9 milhões de quilogramas por ano, e no que diz respeito ao custo de produção, neste caso, as diferenças são aproximadamente as mesmas. Estes números, e muitos outros igualmente relevantes, levaram os organizadores a realizar o congresso em território luso.
A participação no II Congresso Ibérico de Oleicultura é gratuita, mas de registo obrigatório. Inscreva-se já AQUI

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Agriterra - Informação profissional para a agricultura portuguesa