Uma em cada três freguesias portuguesas apresenta risco elevado de incêndio esta época
A plataforma ‘A Minha Terra’ criou uma checklist personalizada de limpeza de terrenos. Os proprietários introduzem a localização do seu terreno e recebem ações específicas de limpeza ajustadas à parcela, inclinação e proximidade de edifícios. A ferramenta é gratuita, demora menos de cinco minutos e surge no momento em que o prazo oficial para limpeza de terrenos foi prolongado até 30 de junho de 2026, “o que significa que ainda existe tempo para agir”.
A plataforma ‘A Minha Terra’ desenvolveu um novo Mapa de suscetibilidade ao incêndio 2026 que cobre as 3.049 freguesias de Portugal continental, com resolução satélite de dez metros. Utilizado em conjunto com a referência estrutural nacional, o mapa mostra onde a carga de combustível está mais elevada em 2026, oferecendo aos proprietários (incluindo de terrenos agroflorestais) e municípios uma visão atualizada no início da época de incêndios.
Um novo mapa de suscetibilidade ao incêndio desenvolvido pela ‘A Minha Terra’, em parceria com a empresa de ciência de incêndios florestais MEJOR Technologies, oferece aos proprietários portugueses – incluindo agricultores e produtores florestais - uma leitura atualizada das condições de combustível e vegetação em todas as 3.049 freguesias do continente. Trata-se de uma camada satélite de dez metros concebida para complementar a referência estrutural nacional.
O mapa acrescenta uma leitura específica de 2026 sobre carga de combustível e condições da vegetação à classificação estrutural permanente publicada pelo ICNF, cuja Carta de Perigosidade de Incêndio Rural representa os fatores estruturais da paisagem a longo prazo, como o relevo, a inclinação e o histórico de uso do solo. O Mapa de suscetibilidade ao incêndio 2026 capta um fator sazonal essencial: acumulação de combustível, densidade da vegetação e cobertura do solo.
O mapa estrutural responde a uma questão sobre a geografia de incêndios de longo prazo em Portugal. A camada sazonal responde ao que existe no terreno nesta época. Ambos os mapas coincidem na geografia estrutural do risco de incêndio no país: o interior norte e centro apresentam maior risco do que o litoral e a planície alentejana, todos os anos. Onde divergem é precisamente onde esta época se diferencia do padrão histórico.
De acordo com o comunicado divulgado pela ‘A Minha Terra’, um inverno húmido gerou combustível em zonas onde normalmente não existe em abundância. No interior do Algarve e em partes do vale do Tejo, a camada de 2026 identifica um crescimento significativo de vegetação que o mapa estrutural não capta, porque este não foi concebido para refletir alterações anuais. Um inverno excecionalmente húmido e uma primavera quente precoce favoreceram a acumulação de combustível em áreas que muitos proprietários normalmente não associam a risco de incêndio. Como resultado, duas em cada três freguesias do Algarve apresentam esta época sinais elevados de combustível e vegetação, tornando-se mais suscetíveis a incêndios rurais. “Este é precisamente o tipo de sinal sazonal que o mapa foi criado para identificar”, lê-se no documento.
Nem todas as conclusões apontam para um risco mais elevado este ano. Os incêndios de 2025 também são visíveis nos dados. No interior centro de Portugal, incluindo Pampilhosa da Serra, Arganil, Covilhã e concelhos vizinhos, a camada de 2026 apresenta valores significativamente inferiores à referência estrutural de longo prazo. Estas zonas continuam estruturalmente expostas ao longo das décadas, e o mapa estrutural continua correto ao sinalizá-las. No entanto, os incêndios de 2025 consumiram grande parte do combustível disponível e a regeneração ainda não recuperou totalmente. Para os proprietários cujos terrenos arderam no verão passado, a pressão sazonal imediata é atualmente inferior àquela que o mapa estrutural, isoladamente, poderia sugerir.
Para ajudar os proprietários a agir com base nesta informação, a plataforma ‘A Minha Terra’ criou uma checklist personalizada de limpeza de terrenos. Os proprietários introduzem a localização do seu terreno e recebem ações específicas de limpeza ajustadas à parcela, inclinação e proximidade de edifícios. A ferramenta é gratuita, demora menos de cinco minutos e surge num momento importante: o prazo oficial para limpeza de terrenos foi recentemente prolongado até 30 de junho de 2026, o que significa que ainda existe tempo para agir.
Alex Griekspoor, CEO da ‘A Minha Terra’, sublinha que “pela primeira vez temos um mapa que mostra o que existe no terreno nesta época, e não apenas a visão estrutural de longo prazo. No interior do Algarve, duas em cada três freguesias apresentam mais combustível do que o histórico sugeriria. Municípios e proprietários precisam de agir agora. A checklist torna esta informação concreta para cada terreno. Estamos a falar de terras que muitas famílias cuidam há gerações, e ainda vamos a tempo de as proteger”.
A história completa dos dados, análise regional e mapas interativos estão disponíveis em: perspetiva.aminhaterra.pt
A checklist personalizada de limpeza de terrenos está disponível em: proteger.aminhaterra.pt

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